22.1.13

Meu filho não quer comer



         Hoje o post é para as mamães que sofrem com a alimentação dos pequenos. Tenho ouvido muitas amigas reclamarem que seus filhos quase não comem, por isso, eu convidei a nutricionista Letícia Moreira para dar dicas especiais.

        A Letícia é formada pela faculdade de medicina de Itajubá, 8 anos atuando em nutrição clínica, especialista em Obesidades Adulto e infantil e está se especializando em Nutrição Pediátrica, além de ser mãe do pequeno Davi que acaba de completar 1 aninho.


             Por Letícia Moreira

           “Meu filho não come nada! Esta é uma queixa comum nos consultórios de nutricionistas e pediatras. A princípio, a criança deve ser avaliada pelo pediatra o qual solicitará alguns exames de rotina, se necessário, para verificar se a criança possui alguma doença que esteja causando a falta de apetite e, constatado o fato de que a criança é perfeitamente saudável, a dúvida persiste na cabeça da mãe: Mas qual é o motivo da falta de apetite? 

 A primeira coisa a se fazer, neste caso, é descobrir o que significa o “nada” tão enfatizado pela mãe. Podem-se citar algumas causas comuns, onde a criança não come por quê: 




  • A mãe oferece muita comida e a criança não consegue comer tudo o que lhe está sendo oferecido.
  • Não existe uma regularidade nos horários das refeições. A mãe oferece comida à criança a todo o momento e essa se nega a comer por uma razão muito simples: não está com fome.
  • Não existe variedade nos alimentos que são oferecidos à criança. Existindo o que chamamos de “monotonia alimentar”.
  • O ambiente onde a criança realiza as refeições não é apropriado, existindo muito barulho, televisão ligada, discussões etc.
  • A criança quer chamar a atenção dos pais, pois sabe que o fato dela se negar a comer implica dizer que os pais irão tentar de tudo para que ela coma, como fazer brincadeiras, contar estórias de aviãozinho etc.
  • A mãe está tensa demais para que seu filho coma e, como o laço mãe / filho é muito estreito, a criança acaba absorvendo toda essa ansiedade e como, resultado, se nega a comer.
  • Está nascendo um dentinho novo e a gengiva está dolorida, impedindo a criança de mastigar os alimentos.
  • A criança tem mais de 1 ano e ainda toma muitas mamadeiras. Este fato faz com que ela não venha a aceitar bem os alimentos sólidos. 
  • A criança não gostou da comida. Muitas mães fazem a comida da criança separada, sem tempero e às vezes nem chegam a provar não verificando, desta forma, que ficou faltando sabor, por exemplo.
  • Os pais oferecem alguma guloseima se a criança não come. Desta forma a criança se condiciona: toda vez que não comer tem guloseima.
  • A aparência do prato não agradou à criança. 
  • Existe, na refeição, algum ingrediente que não agrada o paladar da criança.
É fundamental falar um pouco sobre “Necessidades Nutricionais” da criança. Pois é de suma importância que as mães saibam que existe um motivo real para o fato de seu filho ir perdendo o apetite à medida de cresce.
                                              
  Veja as Recomendações de Ingestão Energética para crianças de 0 a 10 anos de idade:
IDADE
(anos)
SEXO
NECESSIDADE 
ENERGÉTICA  (Kcal/Kg)
0 – 0,5
  M/F
 108
0,5- 1,0
  M/F
 98
 1-3
  M/F
102 
 4-6
  M/F
 90
 7-10
  M/F
 70
RDA, 1989
 
                De acordo com a tabela acima, observa-se que a necessidade energética vai diminuindo progressivamente à medida que a criança cresce, o que torna a falta de apetite uma ocorrência absolutamente normal. Se o corpo da criança necessita de menos energia, é normal que sua fome diminua. 

          As mães que insistem em dar suplementos nutricionais, sem orientação, podem estar contribuindo para que seu filho torne-se um obeso. Pois a energia extra que a criança está recebendo, sem precisar, passa a se acumular em seu tecido gorduroso. Mas, o que poucas mães sabem, é que o número de células gordurosas de uma pessoa é definido na infância (até 2 anos de idade) e existindo um número muito grande de células adiposas, no organismo adulto, para a pessoa controlar seu peso é mais difícil. Ao contrário daquela pessoa que, na infância, recebeu uma dieta balanceada e produziu um número normal de células gordurosas.



Algumas dicas podem ser úteis no momento de se alimentar uma criança:
 
  • Oferecer porções de comida adequadas à criança. Deve-se levar em conta a capacidade do estômago da criança.
  • Deve existir uma regularidade nos horários das refeições. E, caso a criança não queira comer numa determinada refeição, não deve-se dar guloseimas. Adiante um pouco o horário da refeição seguinte. A criança provavelmente estará com mais fome.
  • Não deve existir “monotonia alimentar”. Ofereça alimentos os mais variados possíveis. Deixe que criança conheça os diferentes sabores dos alimentos e decidir quais ela gosta.
  • O ambiente onde a criança realiza as refeições deve ser tranquilo e harmonioso. Os familiares devem evitar para que a criança se sinta o centro das atenções, para tanto, devem procurar estabelecer diálogos, etc.
  • Não atender as chantagens da criança. Por exemplo: a criança só abre a boca se primeiro contar uma estória de aviãozinho. Isto deve ser evitado. O ideal é que a mãe ou a pessoa que está dando a comida estabeleça um relacionamento agradável sem chantagens. Uma boa opção é conversar com a criança sobre fatos da vida dela.
  • Estimular a criança a comer sozinha. Muitas mães não apreciam esta idéia devido a sujeira que os pequenos fazem. No entanto, quanto mais eles treinam, mais rápido aprenderão a comer sozinhos. E, para a criança, torna-se um prazer poder segurar a colher e levar o alimento à boca. 
  • Se estiver nascendo um dentinho novo, deve-se ter paciência e procurar dar alimentos mais macios. Não precisa dar uma dieta pastosa. A criança pode ficar mal acostumada.
  • As crianças acima de 1 ano, não necessitam de tanto leite como as mães costumam pensar. Nesse período, deve-se diminuir o número de mamadeiras para, no máximo, duas (1 pela manhã e 1 à noite). E não se deve dar mamadeiras depois das refeições (ex: sobremesa). Procurar dar leite de outras formas, através de vitaminas de frutas nos lanches, pudins na sobremesa etc.
  • A comida que é servida à criança deve estar saborosa e atrativa. 
  • A criança maior de 1 ano deve seguir a dieta da família, portanto se todos estão comendo uma macarronada não podem exigir que a criança coma uma salada de espinafre ou coisa parecida.”
Quem tiver alguma duvida ou quiser entrar em contato com a Letícia, seguem abaixo seus contatos:

Skype: nutricionistaleticia
Facebook: nutricionista Letícia Moreira
Telefone da Clínica: (35) 3471.3603

Obrigada Lê! Tenho certeza que irá ajudar muitas mamães!



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